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Trienal 2006 - 2011 Missão, Diretrizes e Metodologia 1. MISSÃO ESTRATÉGICA O Deser é uma entidade das organizações da agricultura familiar que realiza sistematização de informações, realização de pesquisas e estudos, elaboração de propostas e políticas e assessoria às organizações, movimentos, entidades e instituições vinculadas à agricultura familiar. 2. OBJETIVOS PROGRAMÁTICOS E ESTRATÉGICOS A Missão do Deser se concretiza através dos seguintes objetivos programáticos e estratégicos:2.1 Contribuir na elaboração, aprimoramento, acompanhamento, avaliação e divulgação de políticas públicas dirigidas à agricultura familiar brasileira, tendo como pressuposto (o aprofundamento) a consolidação da democratização do Estado e o controle social destas políticas pelos seus beneficiários e suas organizações. 2.2 Contribuir no fortalecimento das organizações da agricultura familiar, de modo especial aquelas com capacidade de se articular e se consolidar em Sistemas e Redes e com dinâmicas de intervenção que articule desde o nível local até o nível nacional. 2.3 Contribuir no debate e definição de estratégias de desenvolvimento que articulem a sustentabilidade com as condições de vida e trabalho e com a geração e a apropriação de renda, tendo por base a compreensão das dinâmicas econômico-produtivas e os desafios que essas dinâmicas impõem e/ou implicam para a agricultura familiar. 2.4 Promover o desenvolvimento organizacional e institucional do Deser, bem ampliar as parcerias e a ação articulada com outras organizações, entidades e instituições com as quais o DESER possui identidade de estratégia.
3. DIRETRIZES ESTRATÉGICAS Tendo por base a sua Missão Estratégica e propondo-se a concretizá-las através de quatro eixos programáticos, o Deser adota ainda seis Diretrizes Estratégicas orientadoras e articuladoras de sua ação: 3.1 O caráter estratégico e permanente da vinculação do DESER com as Organizações Representativas da Agricultura Familiar Um dos principais fios condutores da história do Deser foi sempre sua estreita e orgânica vinculação com as organizações da agricultura familiar. O atual contexto exige que esta característica não apenas seja mantida mas aprofundada e construída em novos patamares de relação. O momento passa a demandar um processo organizativo e de representação ainda mais forte e, sobretudo, mais consistente, com maior capacidade propositiva, e com maior empenho nas articulações em Sistemas e Redes, rompendo com o isolamento e o voluntarismo. 1) O apoio institucional e o acompanhamento sistemático ao sindicalismo da agricultura familiar e ao cooperativismo de crédito, produção e comercialização (FETRAF-SUL e FETRAF-BRASIL, SISTEMA CRESOL de Cooperativas de Crédito com Interação Solidária, ANCOSOL – Associação Nacional das Cooperativas de Crédito Solidário, UNICAFES – União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária, Fórum Sul do Cooperativismo do Leite). 2) A contribuição no fortalecimento de outras Redes da Agricultura Familiar como a Rede Ecovida de Certificação Participativa, a ANA – Articulação Nacional de Agroecologia,as Redes de Comercialização e Agroindustrialização. 3) A participação propositiva em diferentes Redes que potencializam uma ação mais articulada, como a REBRIP – Rede Brasileira pela Integração dos Povos, a ABONG – Associação Brasileira das ONGs, o PAD – Processo e Articulação de Diálogo das Agências Ecumênicas e seus Parceiros no Brasil, a REDLAyC – Rede Latino-Americana e Caribenha de Nutrição Humana e Desenvolvimento Sustentável e a Coalizão FTN – Alimento, Comércio e Nutrição. 3.2 A estreita vinculação e relação entre a produção do conhecimento e o assessoramento às organizações O processo de sistematização e produção de conhecimento que potencializem a inserção econômica-social-cultural e política da agricultura familiar num modelo de desenvolvimento sustentável e solidário, assim como o aprofundamento da elaboração para a reformulação e ampliação de políticas públicas visando o fortalecimento da agricultura familiar, figuram fortemente entre as ações estratégicas do Deser. 3.3 A produção do conhecimento deve cada vez mais ter como base referências diretamente buscadas dos agricultores e agricultoras e de suas organizações Esse, sem dúvida, é um dos grandes desafios para o Deser nos próximos anos. Ao mesmo tempo em que a conjuntura exige o acompanhamento e a intervenção nas macro-políticas, é estratégico que a construção do conhecimento e de propostas alternativas tenham também por base as referências e processos que são gestados, no dia-a-dia do trabalho e da vida, pelos próprios agricultores e agricultoras, suas lideranças e suas organizações. 3.4 A consolidação e ampliação da nacionalização das ações do Deser Apesar de ter a região Sul do Brasil como base geográfica das suas ações e onde priorizou sua atuação, historicamente, desde o início dos seus trabalhos, o Deser construiu-se como entidade de referência nacional em várias temáticas. Em função disso, a participação do Deser em ações de caráter nacional e em atividades em outras regiões do país tornou-se um processo crescente. 3.5 Consolidação e ampliação das relações e parcerias político-institucionais A consolidação e ampliação das relações e parcerias político-institucionais com órgãos governamentais, universidades e grupos de pesquisadores, redes e articulações, ONGs, entidades da sociedade civil e organizações internacionais deve possibilitar ao Deser melhores condições para responder aos crescentes desafios colocados pela complexidade das dinâmicas de desenvolvimento do meio rural brasileiro, em particular da agricultura familiar e de suas organizações sociais. Essa diretriz assume atualmente uma importância estratégica, uma vez que estão em curso processos que conduzem à nacionalização das ações desenvolvidas pelas organizações da agricultura familiar e, em particular, pelo Deser. 3.6 Construção, aprofundamento e incorporação de um enfoque que valorize a transversalidade Essa diretriz aponta para duas ações paralelas que devem ser articuladas internamente, para que haja complementaridade de esforços da equipe técnica. Ambas traduzem uma intenção de se aprofundar uma perspectiva de trabalho que valorize a transversalidade das ações institucionais, tanto do ponto de vista da articulação interna dos programas, quanto do ponto de vista da incorporação de uma abordagem que contemple na análise as especificidades de gênero, geração e etnia.
NOSSA HISTÓRIA Click here for English version O Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais é uma organização não-governamental que foi fundada em Junho de 1988 por diversos sindicatos de trabalhadores rurais, movimentos populares do campo, associações de produtores, pastorais ligadas às igrejas e entidades de assessoria dos três estados da região Sul do Brasil. O Deser nasceu, portanto, a partir de uma demanda das diferentes organizações sociais do campo e, desde o início, procurou contribuir com o trabalho desses movimentos e entidades, desenvolvendo sistematização de informações, elaboração e difusão de análises e estudos, produção de pesquisas e assessorias que avancem na implementação de políticas que melhorem as condições de vida e trabalho dos agricultores familiares da região. O Deser completou em 2003, 15 anos de existência e de serviço ao movimento social. Destacamos alguns pontos fundamentais da vida do Deser. O Deser, ao longo destes anos demonstrou uma grande capacidade de evolução. Vivenciou diversas fases na sua história. Situações onde as temáticas se complexificaram. Houve um grande avanço na realização de pesquisas de campo o que possibilitou o Deser analisar e propor políticas a partir de fontes próprias de informações. Ao longo desta história, o Deser avançou para uma complexidade de relações, incluindo o conjunto das organizações sociais da agricultura familiar, órgãos do poder público em todas as esferas e setores importantes da academia. Ao mesmo tempo, os eixos condutores do Deser permaneceram constantes. O Deser manteve seu vínculo direto e orgânico às organizações da Agricultura Familiar. Mesmo tendo construído um espaço de autonomia na produção de conhecimentos, o Deser sempre teve a clareza de definir suas estratégias de sistematização, estudo, elaboração e assessoria vinculadas às estratégias das organizações sociais. O Deser se fortaleceu enquanto espaço de elaboração da agricultura familiar. Como resultado deste trabalho, o Deser é uma entidade de referência na temática da agricultura familiar, legitimando-se diante de instituições governamentais, universidades e organismos internacionais. MISSÃO O
Deser é uma entidade das organizações da agricultura
familiar que, através da sistematização de
informações, realização de pesquisas
e estudos, elaboração de propostas e políticas
e assessoria às organizações, movimentos, entidades
e instituições vinculadas à agricultura familiar,
tem como missão estratégica contribuir para a elaboração
e implementação de um Projeto Alternativo de Desenvolvimento
Sustentável e Solidário, a partir de um enfoque territorial-local
e tendo por base o fortalecimento da agricultura familiar. PÚBLICO-ALVO A
agricultura familiar, através de suas organizações
representativas e de apoio, continua sendo o público-alvo
da ação do Deser. ÁREA DE ATUAÇÃO A
prioridade de intervenção do Deser na Região
Sul e nos espaços marcados pela presença das organizações
vinculadas à Frente Sul da Agricultura Familiar articula-se,
necessariamente, com a intervenção dinâmica
em nível nacional e pontualmente em outras regiões,
especialmente o Nordeste. TEMAS TRANSVERSAIS A
transversalidade das temáticas de gênero, gerações
e diversidade cultural, numa concepção de estimular
a igualdade de oportunidades e de garantir as diferenças
e diversidade, é constantemente explicitada. ESTRUTURA DE TRABALHO A estrutura de trabalho do Deser em 2002 foi composta por dois setores básicos: O Setor Técnico, que concentra as atividades-fim do Deser: Políticas Públicas para a Agricultura Familiar, Agricultura Familiar e Dinâmicas Sócio-Econômicas, Relações Sociais na Agricultura Familiar, Desenvolvimento Territorial e Agricultura Familiar, Organização Política da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Institucional. O Setor de Apoio, onde estão as atividades-meio: Comunicação, Biblioteca, Informática, Administração Financeira e Secretaria Executiva. Na área técnica, há uma dinâmica de trabalho com atividades comuns, que envolve praticamente todos os programas, embora em determinados programas algumas dessas atividades estejam mais presentes que em outros. Organização de Banco de Dados: sistematização de uma série de informações, próprias ou de outras fontes, que servem de base para as análises. Estudo e Elaboração: desenvolvimento de estudos e pesquisas, seja no sentido de sistematizar informações secundárias, seja no sentido de buscar dados diretamente, através de pesquisas de campo, seja na elaboração de análises globais ou sobre temas específicos. Assessoria: participação em atividades das organizações da Agricultura Familiar (cursos, seminários, encontros, reuniões, debates) ou do próprio Deser em que os estudos ou o conhecimento acumulado são socializados. Comunicação/Democratização
da Informação: os trabalhos realizados no Deser, propostas
de debates, resultados de estudos e pesquisas são divulgados
através de publicações periódicas (Boletim
do Deser) e suplementos (Cadernos de Estudos e Relatórios
de Pesquisas), bem como através do site na internet. |
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