Home

:
:
:
:
:
:
:
:
:
Fale Conosco
 
Confira os estudos exploratórios, feitos pelo Deser, das principais cadeias produtivas do Brasil.

Confira os estudos exploratórios, feitos pelo Deser, das principais cadeias produtivas do Brasil.

 


---------------------------

--------------------------ESPECIAL: Cartilha da Fetraf sobre a Fumicultura na Agricultura Familiar
---------------------------
ESTUDO: Identificação de Gargalos Tecnológicos da Agricultura Familiar: Sumário Executivo.

Vesão completa do estudo em www.ipardes.gov.br

 

 

“Cadastre-se e receba as principais informações e análises sobre a Agricultura Familiar e Conjuntura Econômica Brasileira através do Boletim Eletrônico e Publicações do Deser.”

 

Você está em: principal >> quem somos


Trienal 2006 - 2011
Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais

Missão, Diretrizes e Metodologia

1. MISSÃO ESTRATÉGICA

O Deser é uma entidade das organizações da agricultura familiar que realiza sistematização de informações, realização de pesquisas e estudos, elaboração de propostas e políticas e assessoria às organizações, movimentos, entidades e instituições vinculadas à agricultura familiar.
Ao longo de seus dezessete anos de existência, o Deser foi formatando a sua estratégia de ação, a partir de uma profunda interação com o conjunto das organizações da agricultura familiar, e consolidando a sua missão estratégica de contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar e de suas organizações e para a construção de um projeto alternativo de desenvolvimento sustentável, democrático e solidário.
O DESER entende que o modelo de desenvolvimento historicamente hegemônico no Brasil tem se caracterizado por ser um processo concentrador da riqueza e da terra, excludente, destruidor de valores, socialmente injusto e ambientalmente insustentável. Por isso, faz parte essencial de sua missão estratégica a contribuição, em conjunto com as organizações da agricultura familiar e com as demais entidades e instituições que lutam por mudanças estruturais, a contribuição na construção de um Projeto de Desenvolvimento, alternativo ao atual e cujas características centrais tenham por base a sustentabilidade, a democracia e a solidariedade.
Defendemos um Projeto de Desenvolvimento que seja um processo permanente de construção coletiva e participativa.
Defendemos um desenvolvimento que não esteja centrado exclusivamente no progresso econômico, mas que leve em conta a integralidade dos aspectos da vida das pessoas e suas relações sociais e com a natureza. A construção da cidadania, dos valores éticos e solidários e da preservação ambiental são componentes essenciais da dinâmica de desenvolvimento.
Defendemos um desenvolvimento que garanta a igualdade de oportunidades às pessoas e comunidades, independente de sexo, idade, raça e opção política, religiosa ou sexual. Mas que também respeite as diversidades e diferenças de gênero, de geração, de cultura, de etnia e de região.
Defendemos um desenvolvimento que tenha por base a democratização da riqueza, da terra, do conhecimento. Um desenvolvimento que democratize o acesso aos serviços essenciais básicos (saúde, educação, cultura, lazer, habitação, infra-estrutura, entre outros) e os avanços do progresso técnico-científico. E um desenvolvimento que tenha a democracia como um valor fundamental e estratégico, com mecanismos sólidos de participação, gestão e controle social.
Defendemos um desenvolvimento que tenha por base a sustentabilidade ambiental, a biodiversidade e a segurança alimentar, garantindo perspectivas seguras de qualidade de vida para as gerações futuras. O progresso técnico-científico e as matrizes tecnológicas devem ter como premissas fundamentais a sustentabilidade e a valorização da dignidade das pessoas.
Defendemos um desenvolvimento que afirme e tenha como perspectiva a valorização dos princípios da solidariedade entre as pessoas, comunidades e povos. Que, ao mesmo tempo em que leve em consideração o respeito à individualidade das pessoas, promova novas formas e valores nas relações sociais, assentadas na solidariedade social, econômica e ética.
Defendemos ainda um desenvolvimento que tenha por base o fortalecimento e valorização da agricultura familiar, na compreensão que são duas estratégias que se interagem e se articulam harmonicamente.
A agricultura familiar é, no Brasil, uma das principais categorias sociais. Vivem do trabalho na agricultura familiar mais de 15 milhões de pessoas, numa enorme gama de diferentes realidades econômicas, sociais, culturais e étnicas. No entanto, é crescente o processo de construção de uma identidade própria, que passa pela forma como realiza o processo produtivo, pela íntima relação entre a dinâmica produtiva e reprodutiva, pela estreita interação entre o trabalho, a terra e a natureza, pela preservação dos valores culturais e da solidariedade.
Responsável pela geração de 40% do valor bruto da produção agropecuária, pelo desencadeamento de 10% do Produto Interno Bruto brasileiro, pela preservação significativa da biodiversidade e por uma expressiva ocupação do espaço territorial em 80% dos municípios do país, a agricultura familiar tem demonstrado uma enorme capacidade de resistência diante de um histórico processo de desenvolvimento que é concentrador, excludente, destruidor de valores, socialmente injusto e ambientalmente insustentável.

2. OBJETIVOS PROGRAMÁTICOS E ESTRATÉGICOS

A Missão do Deser se concretiza através dos seguintes objetivos programáticos e estratégicos:

2.1 Contribuir na elaboração, aprimoramento, acompanhamento, avaliação e divulgação de políticas públicas dirigidas à agricultura familiar brasileira, tendo como pressuposto (o aprofundamento) a consolidação da democratização do Estado e o controle social destas políticas pelos seus beneficiários e suas organizações.

2.2 Contribuir no fortalecimento das organizações da agricultura familiar, de modo especial aquelas com capacidade de se articular e se consolidar em Sistemas e Redes e com dinâmicas de intervenção que articule desde o nível local até o nível nacional.

2.3 Contribuir no debate e definição de estratégias de desenvolvimento que articulem a sustentabilidade com as condições de vida e trabalho e com a geração e a apropriação de renda, tendo por base a compreensão das dinâmicas econômico-produtivas e os desafios que essas dinâmicas impõem e/ou implicam para a agricultura familiar.

2.4 Promover o desenvolvimento organizacional e institucional do Deser, bem ampliar as parcerias e a ação articulada com outras organizações, entidades e instituições com as quais o DESER possui identidade de estratégia.

 

3. DIRETRIZES ESTRATÉGICAS

Tendo por base a sua Missão Estratégica e propondo-se a concretizá-las através de quatro eixos programáticos, o  Deser adota ainda seis Diretrizes Estratégicas orientadoras e articuladoras de sua ação:

3.1 O caráter estratégico e permanente da vinculação do DESER com as Organizações   Representativas da Agricultura Familiar

Um dos principais fios condutores da história do Deser foi sempre sua estreita e orgânica vinculação com as organizações da agricultura familiar. O atual contexto exige que esta característica não apenas seja mantida mas aprofundada e construída em novos patamares de relação. O momento passa a demandar um processo organizativo e de representação ainda mais forte e, sobretudo, mais consistente, com maior capacidade propositiva, e com maior empenho nas articulações em Sistemas e Redes, rompendo com o isolamento e o voluntarismo.
A vinculação orgânica e sistemática do Deser com as  organizações da Agricultura Familiar e, de modo especial, com a organização sindical, com as organizações de cooperação solidária (cooperativismo e associativismo), contribuindo com os aspectos técnicos e político-organizativos, é estratégico para esse fortalecimento.
Essa relação de organicidade do Deser em relação às organizações considera como essencial a contribuição no fortalecimento dos diferentes níveis organizativos, desde o espaço da comunidade até o espaço nacional. Neste sentido, o envolvimento do Deser com a promoção dos agentes comunitários de desenvolvimento e a contribuição do Deser com a nacionalização dos processos organizativos devem ser consideradas como duas faces da mesma moeda.
Diante disso, o Deser considera como estratégicos:

1) O apoio institucional e o acompanhamento sistemático ao sindicalismo da agricultura familiar e ao cooperativismo de crédito, produção e comercialização (FETRAF-SUL e FETRAF-BRASIL, SISTEMA CRESOL de Cooperativas de Crédito com Interação Solidária, ANCOSOL – Associação Nacional das Cooperativas de Crédito Solidário, UNICAFES – União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária, Fórum Sul do Cooperativismo do Leite).

2) A contribuição no fortalecimento de outras Redes da Agricultura Familiar como a Rede Ecovida de Certificação Participativa, a ANA – Articulação Nacional de Agroecologia,as Redes de Comercialização e Agroindustrialização.

3) A participação propositiva em diferentes Redes que potencializam uma ação mais articulada, como a REBRIP – Rede Brasileira pela Integração dos Povos, a ABONG – Associação Brasileira das ONGs, o PAD – Processo e Articulação de Diálogo das Agências Ecumênicas e seus Parceiros no Brasil, a REDLAyC – Rede Latino-Americana e Caribenha de Nutrição Humana e Desenvolvimento Sustentável e a Coalizão FTN – Alimento, Comércio e Nutrição.

3.2 A estreita vinculação e relação entre a produção do conhecimento e o assessoramento às organizações

O processo de sistematização e produção de conhecimento que potencializem a inserção econômica-social-cultural e política da agricultura familiar num modelo de desenvolvimento sustentável e solidário, assim como o aprofundamento da elaboração para a reformulação e ampliação de políticas públicas visando o fortalecimento da agricultura familiar, figuram fortemente entre as ações estratégicas do Deser.
Desta forma, é prioridade o papel da pesquisa sistemática e de visão estratégica, mas intrinsicamente vinculada às reais necessidades da agricultura familiar e suas organizações, conduzidas com metodologias participativas e com instrumentais capazes de permitir a apropriação dos conteúdos e resultados pelas organizações de representação da agricultura familiar.
No entanto, está cada vez mais claro que a produção de conhecimento, o estudo, a elaboração devem se articular com atividades de acompanhamento e assessoria sistemáticas às organizações, em atividades que abarquem os espaços de caráter microrregional, regional e nacional.

3.3 A produção do conhecimento deve cada vez mais ter como base referências diretamente buscadas dos agricultores e agricultoras e de suas organizações

Esse, sem dúvida, é um dos grandes desafios para o Deser nos próximos anos. Ao mesmo tempo em que a conjuntura exige o acompanhamento e a intervenção nas macro-políticas, é estratégico que a construção do conhecimento e de propostas alternativas tenham também por base as referências e processos que são gestados, no dia-a-dia do trabalho e da vida, pelos próprios agricultores e agricultoras, suas lideranças e suas organizações.
O fortalecimento da agricultura familiar como protagonista social e político de um novo modelo de desenvolvimento, sustentável, democrático e solidário, terá que ter participação direta da própria agricultura familiar e suas organizações, cuja dinâmica já contém um conjunto de elementos norteadores do processo a ser construído, mas que necessitam ser sistematizados e explicitados. O Deser se coloca como um dos instrumentos para organizar tal sistematização e explicitação.

3.4 A consolidação e ampliação da nacionalização das ações do Deser

Apesar de ter a região Sul do Brasil como base geográfica das suas ações e onde priorizou sua atuação, historicamente, desde o início dos seus trabalhos, o Deser construiu-se como entidade de referência nacional em várias temáticas. Em função disso, a participação do Deser em ações de caráter nacional e em atividades em outras regiões do país tornou-se um processo crescente.
O momento, no entanto, exige um salto qualitativo na dinâmica da atuação do Deser no contexto nacional, tendo em vista especialmente o avanço das dinâmicas organizativas da agricultura familiar (em especial do sindicalismo e do cooperativismo) em todas as regiões do país e avanço dos processos de articulação nacional dessas organizações (com destaque para a FETRAF-BRASIL e a UNICAFES). Ou seja, crescem as perspectivas rumo à construção de uma unidade nacional da identidade da agricultura familiar que preserve e considere as diversidades sociais, econômicas, étnicas, culturais e regionais.
O acúmulo histórico do Deser como entidade que estuda, elabora e assessora a agricultura familiar, através de suas organizações, exige do Deser uma participação mais qualificada, a partir da sua especificidade, neste processo nacional. Exige uma participação, para além das contribuições em temáticas específicas, que contribua no avanço da compreensão das características e do significado político-organizativo desta identidade.
Trata-se, com certeza, de uma orientação estratégica desafiadora, pois implica em, mesmo tendo os pés na região Sul, inserir-se na compreensão das demais regiões. Trata-se de um desafio que somente será superado se o Deser apostar na sua capacidade de interrelação e interação com um conjunto de outras ONGs que, nas diferentes regiões, assumirem compromisso similar.

3.5 Consolidação e ampliação das relações e parcerias político-institucionais

A consolidação e ampliação das relações e parcerias político-institucionais com órgãos governamentais, universidades e grupos de pesquisadores, redes e articulações, ONGs, entidades da sociedade civil e organizações internacionais deve possibilitar ao Deser melhores condições para responder aos crescentes desafios colocados pela complexidade das dinâmicas de desenvolvimento do meio rural brasileiro, em particular da agricultura familiar e de suas organizações sociais. Essa diretriz assume atualmente uma importância estratégica, uma vez que estão em curso processos que conduzem à nacionalização das ações desenvolvidas pelas organizações da agricultura familiar e, em particular, pelo Deser.
Portanto, diante dessa perspectiva de nacionalização dos processos organizativos da agricultura familiar e também de ampliação do debate conceitual e metodológico acerca da agricultura familiar enquanto uma categoria analítica, o Deser, em função de sua legitimidade e de seu reconhecimento no interior desse campo político, deve se articular para firmar parcerias sólidas e de longo prazo com outras entidades, instituições ou grupos de pesquisadores que desenvolvem ações ligadas à agricultura familiar. Essa busca de novas relações e parcerias não está ligada apenas à necessidade de fortalecimento de uma estratégia de desenvolvimento institucional sustentável.
A presente diretriz deve potencializar, fundamentalmente, ações conjuntas em torno de prioridades de trabalho, construídas a partir de um diálogo fraterno entre as partes, que contribuam para dar maior densidade a essas relações e parcerias, reforçando a visibilidade e a imagem pública das organizações e instituições envolvidas. Dentre as ações estratégicas que, do ponto de vista do Deser, necessitam de uma articulação nacional mais densa para responder às demandas do atual momento, pode-se destacar três pontos importantes: primeiro, a ampliação das parcerias para prestar uma assessoria qualificada aos processos político-estratégicos de organização da agricultura familiar; segundo, a expansão da metodologia dos agricultores gestores de referências para outras regiões do País, de maneira que se possa gerar indicadores de sustentabilidade que respeitem a diversidade de situações vivenciadas pela agricultura familiar brasileira; e, por fim, a realização conjunta de estudos e pesquisas que revelem a articulação e as dinâmicas econômicas das principais cadeias produtivas existentes no meio rural brasileiro.

3.6 Construção, aprofundamento e incorporação de um enfoque que valorize a transversalidade

Essa diretriz aponta para duas ações paralelas que devem ser articuladas internamente, para que haja complementaridade de esforços da equipe técnica. Ambas traduzem uma intenção de se aprofundar uma perspectiva de trabalho que valorize a transversalidade das ações institucionais, tanto do ponto de vista da articulação interna dos programas, quanto do ponto de vista da incorporação de uma abordagem que contemple na análise as especificidades de gênero, geração e etnia. 
Desde o início da década de 90, o Deser tem procurado desenvolver e incorporar em suas diferentes atividades uma perspectiva de gênero, geração e etnia. Construir as bases desse enfoque e aprofundar uma visão mais integrada a respeito dessas diversidades e especificidades constitui-se num desafio de grande relevância no contexto do atual debate sobre a agricultura familiar brasileira, na medida em que é fundamental entender o significado dos processos de exclusão e discriminação existentes na sociedade e, ao mesmo tempo, propor ações que apontem para a redução e eliminação das diferentes formas de desigualdades que marcam as relações sociais.
Nesse sentido, é preciso avançar para que as atividades a serem realizadas nos diferentes programas do Deser, envolvendo a elaboração de propostas de políticas organizativas ou de políticas públicas, os conteúdos dos cursos de formação, os projetos de financiamento, os estudos e análises desenvolvidos nas diversas áreas de atuação, as atividades culturais, dentre outras, se apropriem e incorporem uma perspectiva analítica que supere as barreiras colocadas pela fragmentação do conhecimento.
De modo complementar e paralelamente a essa abordagem, o Deser necessita aprofundar uma articulação e integração efetiva entre as ações realizadas no seio dos quatro programas institucionais da entidade. Fundamentalmente, é preciso romper com as “gavetas” que separam esses programas, buscando uma forma de produção do conhecimento que integre as diferentes contribuições acumuladas pela equipe técnica. Trata-se aqui de interligar as análises desenvolvidas no âmbito das cadeias produtivas e associá-las tanto às demandas do processo de organização da agricultura familiar quanto às possibilidades de intervenção do Estado, por meio de políticas públicas adequadas que venham a solucionar os graves problemas enfrentados por agricultores e agricultoras na sua relação com os complexos agroindustriais.
Para assegurar a construção e o aprofundamento desses enfoques transversais será necessário a definição de mecanismos institucionais que garantam um amplo relacionamento e intercâmbio da equipe de trabalho.

 

NOSSA HISTÓRIA

Click here for English version

O Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais é uma organização não-governamental que foi fundada em Junho de 1988 por diversos sindicatos de trabalhadores rurais, movimentos populares do campo, associações de produtores, pastorais ligadas às igrejas e entidades de assessoria dos três estados da região Sul do Brasil. O Deser nasceu, portanto, a partir de uma demanda das diferentes organizações sociais do campo e, desde o início, procurou contribuir com o trabalho desses movimentos e entidades, desenvolvendo sistematização de informações, elaboração e difusão de análises e estudos, produção de pesquisas e assessorias que avancem na implementação de políticas que melhorem as condições de vida e trabalho dos agricultores familiares da região.

O Deser completou em 2003, 15 anos de existência e de serviço ao movimento social. Destacamos alguns pontos fundamentais da vida do Deser.

O Deser, ao longo destes anos demonstrou uma grande capacidade de evolução. Vivenciou diversas fases na sua história. Situações onde as temáticas se complexificaram. Houve um grande avanço na realização de pesquisas de campo o que possibilitou o Deser analisar e propor políticas a partir de fontes próprias de informações.

Ao longo desta história, o Deser avançou para uma complexidade de relações, incluindo o conjunto das organizações sociais da agricultura familiar, órgãos do poder público em todas as esferas e setores importantes da academia. Ao mesmo tempo, os eixos condutores do Deser permaneceram constantes. O Deser manteve seu vínculo direto e orgânico às organizações da Agricultura Familiar. Mesmo tendo construído um espaço de autonomia na produção de conhecimentos, o Deser sempre teve a clareza de definir suas estratégias de sistematização, estudo, elaboração e assessoria vinculadas às estratégias das organizações sociais. O Deser se fortaleceu enquanto espaço de elaboração da agricultura familiar.

Como resultado deste trabalho, o Deser é uma entidade de referência na temática da agricultura familiar, legitimando-se diante de instituições governamentais, universidades e organismos internacionais.

MISSÃO

O Deser é uma entidade das organizações da agricultura familiar que, através da sistematização de informações, realização de pesquisas e estudos, elaboração de propostas e políticas e assessoria às organizações, movimentos, entidades e instituições vinculadas à agricultura familiar, tem como missão estratégica contribuir para a elaboração e implementação de um Projeto Alternativo de Desenvolvimento Sustentável e Solidário, a partir de um enfoque territorial-local e tendo por base o fortalecimento da agricultura familiar.

PÚBLICO-ALVO

A agricultura familiar, através de suas organizações representativas e de apoio, continua sendo o público-alvo da ação do Deser.

ÁREA DE ATUAÇÃO

A prioridade de intervenção do Deser na Região Sul e nos espaços marcados pela presença das organizações vinculadas à Frente Sul da Agricultura Familiar articula-se, necessariamente, com a intervenção dinâmica em nível nacional e pontualmente em outras regiões, especialmente o Nordeste.

TEMAS TRANSVERSAIS

A transversalidade das temáticas de gênero, gerações e diversidade cultural, numa concepção de estimular a igualdade de oportunidades e de garantir as diferenças e diversidade, é constantemente explicitada.

ESTRUTURA DE TRABALHO

A estrutura de trabalho do Deser em 2002 foi composta por dois setores básicos:

O Setor Técnico, que concentra as atividades-fim do Deser: Políticas Públicas para a Agricultura Familiar, Agricultura Familiar e Dinâmicas Sócio-Econômicas, Relações Sociais na Agricultura Familiar, Desenvolvimento Territorial e Agricultura Familiar, Organização Política da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Institucional.

O Setor de Apoio, onde estão as atividades-meio: Comunicação, Biblioteca, Informática, Administração Financeira e Secretaria Executiva.

Na área técnica, há uma dinâmica de trabalho com atividades comuns, que envolve praticamente todos os programas, embora em determinados programas algumas dessas atividades estejam mais presentes que em outros.

Organização de Banco de Dados: sistematização de uma série de informações, próprias ou de outras fontes, que servem de base para as análises.

Estudo e Elaboração: desenvolvimento de estudos e pesquisas, seja no sentido de sistematizar informações secundárias, seja no sentido de buscar dados diretamente, através de pesquisas de campo, seja na elaboração de análises globais ou sobre temas específicos.

Assessoria: participação em atividades das organizações da Agricultura Familiar (cursos, seminários, encontros, reuniões, debates) ou do próprio Deser em que os estudos ou o conhecimento acumulado são socializados.

Comunicação/Democratização da Informação: os trabalhos realizados no Deser, propostas de debates, resultados de estudos e pesquisas são divulgados através de publicações periódicas (Boletim do Deser) e suplementos (Cadernos de Estudos e Relatórios de Pesquisas), bem como através do site na internet.

 

 


Other Languages

Deutsch

English

Français

.......................

Parceiros

Parceiros
do Deser


.......................










Principal - Missão e Estratégia - Equipe Interna e Diretoria - Notícias - Boletins
Publicações - Biblioteca Virtual - Links - Fale Conosco

Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais
Rua Ubaldino do Amaral nº 374 - CEP 80060-190 - Curitiba-PR
Telefone (41) 3262-1842 - Fax (41) 3362-3679



Copyright ® DESER 2007. Todos os direitos reservados.