O Deser (Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais) através de um convênio com o MDA (Ministério de Desenvolvimento Agrário) iniciou em dezembro a aplicação de uma pesquisa que vai fazer o diagnóstico da situação e da renda dos agricultores familiares nos três estados do Sul.
Para realizar a pesquisa o Deser firmou um convênio com entidades ligadas à agricultura familiar onde 120 jovens agricultores estão auxiliando na aplicação de 2.500 questionários em 80 municípios nos três estados.
“A realização dessa pesquisa atende uma reivindicação histórica, que é entrevistar os agricultores para realmente apurar a renda na agricultura familiar”, afirma o secretário geral da Fetraf-Sul, Marcos Rochinski.
Um dos objetivos é conseguir dimensionar a viabilidade das mais variadas produções agrícolas, mas principalmente do fumo. Essa pesquisa faz parte do Programa Nacional de Diversificação das Áreas Cultivadas com Fumo e quer fazer o diagnóstico e avaliação de como o plantio do tabaco tem impacto na renda dos agricultores familiares. Também estarão sendo coletas informações sobre horas trabalhadas, atividades agrícolas, custos e despesas de produção nas propriedades.
O cronograma prevê que a aplicação dos questionários deve encerrar no final de janeiro. Os dados serão analisados durante o mês de fevereiro e até o final de março será apresentado o resultado da pesquisa.
“Em março poderemos confrontar os dados apurados com aqueles divulgados pelos representantes das indústrias fumageiras e pela Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), que afirmam que cada membro das famílias fumicultoras recebe R$4.802,00 por mês”, alerta. Rochinski questiona a legitimidade da Afubra em representar os fumicultores nas negociações quando afirmam absurdos como estes e defendem esses números como verdade absoluta.
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